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 First Impressions....[rp aberto]

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Olivia Wilde
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MensagemAssunto: First Impressions....[rp aberto]   Sex Jul 17, 2009 6:08 pm

.x too much is not ENOUGH &&


She feel the ground is giving way
But she thinks we're better off that way.
"The more you take, the less you feel
The less you know the more you believe
The more you have, the more it takes today".


O dia havia amanhecido nublado, o que, logicamente, não era nada incomum em Dublin, entretanto, ainda achava que o dia estaria melancólico junto comigo, ou que o pensamento negativo de todos os estudantes que estariam reclusos num internato, estaria mudando o rumo do clima irlândes. Ahn...tudo bem, aquilo era um exagero, ou, como gostaria de dizer, uma exclamação metafórica pela minha recusa em me manter num cativeiro.

Mas a verdade é que eu sabia que aquilo era para o meu futuro. Palavrinha infernal essa, vou dizer: não posso pensar em mais nada que não seja o que eu vou fazer para não morar embaixo da ponte e viver como o Vagabundo. Aquele do desenho. O fato é que eu não tinha ainda idéia do que fazer quando crescesse [ isso falando metaforicamente, já que meu tamanho não vai mudar mais, já sei que nunca vou crescer, o que me irrita profundamente


Com as batidas institentes de minha mãe, coloquei minha caça preta, o moletom rosa, e estava apresentável diante do espelho. Empilhei minhas muitas malas, o que fez meus pais revirarem os olhos e me perguntarem como eu iria fazer para levá-las no barco e no trem. Mas o que eles queriam que eu fizesse? Levasse um muda de roupas para passar minha vida toda encarcerada? Tá, tudo bem, talvez eu estivesse sendo realmente dramática. Oh, quem sabe aí estaria meu futuro? Fazer uma faculdade de Artes e ser uma atriz reconhecida? Seria mágico, não seria?


You gotta give it away
You gotta give it away
You gotta give it away
Give it away
You gotta give it away
You gotta give it away


Tudo bem, a despedida foi meio triste. Por mais que tivéssemos o final de semana de folga, não era realmente a coisa mais fácil do mundo chegar ou sair do Instituto, portanto, algumas lágrimas foram derramadas por mim, meu pai, minha mãe, e minha irmã mais nova. E depois eu é que sou a dramática da família, né? Mas o fato que deu uma coisa no estômago ao ver o porto , e ver o barco se aproximando...

ESPERA, O BARCO SE APROXIMANDO???????

Saí correndo, tentando levar minhas malas, ao mesmo tempo que tropeçava, e tinha que pedir ajuda para meus pais me ajudar. O barco, felizmente, demorou para chegar, ele, segundo me disseram, fazia duas viagens, e, aquela era a primeira, mais cedo, e, sendo mais cedo, não tinha muita gente. Cheguei ofegante ao convés, e, quando vi que o barco estava começando a se movimentar, comecei a sentir a melancolia de verdade pela primeira vez.

De repente eu senti que iria ficar sozinha. Não tinha ninguém que eu conhecesse no internato. Eu iria dividir minha vida, minhas dores, com desconhecidos. Se houvesse algum problema, eu não teria ninguém para me consolar, ao menos não se eu não encontrasse alguém em que confiar. Um peso pousou no meu estômago. Um ano...um ano assim, um ano sem saber o que vai acontecer, e, pela primeira vez, eu não sei o que fazer. Sempre fui uma pessoa muito prática, sem me abater por coisa alguma, porém, dessa vez eu estava com medo. É, com medo do que poderia acontecer.

Deixei minahs malas no compartimento, as pessoas ao meu lado estavam alegres, algumas ansiosas, outras falando com seus amigos, mas eu não poderia ver no rosto de ninguém o que eu sentia. Talvez eu fosse muito criança, talvez eu não precisasse me sentir assim, quem sabe poderia ser realmente drama meu. Inexplicavelmente eu havia me transformado daquela garota segura e determinada para uma criancinha amedrontada...com lágrimas nos olhos saí do lugar que estava, e fui procurar um local mais reservado.


Última edição por Olivia Wilde em Seg Jul 20, 2009 1:24 pm, editado 1 vez(es)
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Henry Donnely
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MensagemAssunto: Re: First Impressions....[rp aberto]   Sex Jul 17, 2009 6:53 pm

Querido pai,

Mais um ano letivo se inicia no Stratford. Eu me lembro perfeitamente de como suas esperanças se renovavam a cada começo de ano, e de como você sempre dizia que o novo ano seria melhor que o anterior. Sinto em dizer isso, pai, mas não consigo manter as mesmas esperanças que o senhor costumava ter. Realmente acho que nada irá mudar neste ano. Sinto que as aulas serão as mesmas, que as festas serão as mesmas, que as pessoas serão as mesmas... Talvez só com rostos diferentes, mas com atitudes iguais. E o pior de tudo: o senhor continuará não estando aqui.

Eu sei. Eu tenho que aprender a lidar com a sua morte. Mas ainda há algo inacabado envolvendo tudo o que aconteceu. Eu preciso descobrir o que é antes de superar isso tudo. Perdoe-me pela a obstinação.

Bom, meu barco acabou de chegar. Preciso ir.

Com amor,

Henry

***

O vício de sempre escrever para o meu pai não diminuiu muito com sua morte. Certo, antigamente eu mandava e-mails, cartas e cartões postais dos lugares em que eu passava, e eles eram recebidos e correspondidos. Agora, era uma via de mão única. Eu escrevia, mas nunca obtinha uma resposta. Só que aquele vício me aliviava. Eu sentia que meu pai era a única pessoa com quem eu podia conversar sobre determinadas coisas e como ele não estava mais presente, eu precisava desabafar de alguma outra forma. As cartas e bilhetes que sempre acabavam queimados tornaram-se um hábito. Talvez não muito saudável, porém eficaz.

Guardei minha caneta Mont Blanc no bolso interno do paletó, arranquei a folha recém-usada do meu bloquinho de anotações e coloquei o bilhete dentro do bolso esquerdo da calça jeans que vestia. Ele ficaria ali por pouco tempo. Até que eu encontrasse uma lareira acesa, em que eu pudesse jogá-lo.

Só que o bilhete, por um momento, e com a ajuda do forte vento daquela manhã nublada, pareceu ter vida própria. Voou por alguns metros, e eu corri atrás dele, amaldiçoando mentalmente a minha falta de sorte. Eu só esperava que o pequeno pedaço de papel não caísse na água gelada. E nem que outra pessoa o pegasse. Que foi, é claro, o que acabou acontecendo.

Bom, além de eu parecer patético correndo atrás de um pedaço de papel aparentemente sem importância na frente de - provavelmente - muitos futuros colegas de classe, eu tive que fazê-lo ao mesmo tempo em que entrava no barco que me levaria ao Instituto. Sim, o bilhete voou em direção ao convés do barco o que, considerando a minha má sorte, era algo relativamente bom. Quero dizer... “Menos pior” do que seria, se ele voasse na direção contrária. Porque aí, além de ser taxado como patético, eu também perderia o barco e teria que esperar várias horas até a sua segunda e última viagem do dia.

Certo, eu sempre tinha a opção de ligar para algum funcionário da família e pedir que ele mandasse o iate me buscar, mas... Primeira semana de aula, e eu chegando com um iate, na frente de todos os outros alunos? Aquilo era, praticamente, a descrição de “má idéia”. Já era suficientemente constrangedor eu ser filho da diretora de Stratford, sobrinho do professor de história e dono de metade daquele castelo onde todos os estudantes passariam a residir. Por causa disso, eu já era tachado de "filhinho da mamãe", arrogante, burguês, e muitos outros nomes esdrúxulos ainda piores do que os já citados. Um iate realmente não ajudava minha reputação em nada. A não ser, é claro, com aqueles - homens e mulheres - que só me achavam interessante porque eu tinha no banco alguns milhões de euros. E, obviamente, a opinião destes pouco me interessava.

Enquanto, já embarcado, eu continuava a minha corrida atrás do bilhete, uma garota loira e baixinha abaixou-se para pegá-lo, pois o papelzinho havia ficado preso em seu sapato. Eu me aproximei e olhei-a sério, como se dissesse somente com minha expressão facial que era melhor ela não ousar ler absolutamente nada que estava escrito ali.

Esperei pacientemente enquanto ela se levantava, para que eu pudesse ver seu rosto.


Off: Editei esse post 500 mil vezes, mas tudo bem! Um dia eu aprendo direito como funciona a formatação do forumeiros!
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Olivia Wilde
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MensagemAssunto: Re: First Impressions....[rp aberto]   Seg Jul 20, 2009 1:42 pm

Eu andei poucos metros para uma área atrás do barco, onde não havia ninguém. O som da água, e o barulho do barco andando fizeram me aclamar um pouco. Não poderia ser tão ruim, certo? Afinal, iria ficar trancada com várias pessoas da minha idade, e, com alguma sorte, iria fazer grandes amigos por lá, desses que viajam juntos para o Caribe e coisas assim. É , talvez essa fosse a hora de me transformar naquilo que eu sempre quis ser, indo para um lugar desconhecido, com gente desconhecida, quer dizer, gente que não me conhece. Um lugar onde eu poderia ser quem eu quisesse....

Começando a pensar diferente do que antes, eu resolvi voltar para a proa, com um ânimo diferente, e com a intenção de começar, ali mesmo, a minha socialização com as pessoas que já estavam um tanto quanto animadas, e, com ua nova injeção de adrenalina, dei meia-volta, porém, antes que eu pudesse dar mais m passo, alguma coisa enroscou na minha perna, e, antes de dar um grito achando que fosse algum bicho nojento, tive a presença de espírito de olhar pra baixo e me deparar, para meu alívio, com um pedaço de papel.

Eu me abaixei lentamente para pegar o papel, e, fiquei hipnotizada com a letra. Tá, vou explicar: a letra era absurdamente linda, toda virada para a direita, como se tivesse saído de um curso de caligrafia. A verdade era que, depois que eu tinha lido um livro que mostrava a personalidade da pessoa pela caligrafia, olhava para a letra das pessoas com outros olhos. Sinceramente, minha letra era muito boa, e, para a minha surpresa, casava direitinho com o que o livro dizia.

Devaneios à parte, eu estava vendo a caligrafia e não lendo o bilhete, mas, parece que o menino em minha frente estava pensando na segunda opção, pelo jeito totalmente furioso que olhou para mim. A verdade era que ele era lindo, mas nem notei isso, apenas tive medo do que ele poderia fazer comigo, afinal, sua cara não era da pessoa mais paciente do mundo.

- Ahn...acho que isso é seu...- falei, enquanto devolvia o bilhete, e ele o pegava mais rápido que podia. -Ei, devagar! Um corte de papel dói muito!- disse, olhando meio irritada com a sua falta de educação
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Beatricce del Vecchio
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MensagemAssunto: Re: First Impressions....[rp aberto]   Seg Jul 20, 2009 3:26 pm

Parecia que o dia nunca ia chegar, pelo menos, era o que eu queria pensar.
Tá, eu sei que eu iria estar com Holly lá, e que o internato era super conceituado, e bla bla, mas mesmo assim... era um INTERNATO! Ou seja, prisão 24h por dia, e eu não gosto de ficar presa, meesmo! Amo minha liberdade, amo a idéia de poder correr pelos campos floridos a saltitar, não que eu faça isso, mas me agrada a idéia de poder estar livre pra fazê-lo, bagas?
O fato é que o dia chegou, uma das empregadas de minha casa me chamou, cedo da manhã para me arrumar.
Fiz tudo na maior lentidão possível, liguei pra Holly pra saber se ela já estava arrumada, ela disse que estava acabando de se arrumar, e que teria uma surpresa pra mim... oh bem, o que poderia ser?
Bem, enquanto eu esperava curiosa, terminei de colocar todas as minhas milhões de tralhas na mala, e desci pra tomar café. Alguns segundos depois, me avisaram que o motorista havia chegado, então peguei minhas coisas, e fui pro carro. Obviamente meus pais tinham saido pra trabalhar, então deixaram uma mensagem de voz no meu cel, com aquelas frescuras paternas:

Citação :
Aproveite o internato, seja uma boa garota! Te esperamos nos feriados e férias! Amamos você Little Bee!

Argh... little bee... Qual o problema de pais com nicks humilhantes? Mesmo!
Coloquei meus fones na viagem de carro até o porto de onde saia o navio pro internato -Sério! tinha de pegar um navio pra ir pro lugar! Quão mais prisão poderia ser? - e depois de alguns minutos cheguei.
Coloquei minhas malas dentro do navio, e fui procurar por Holly, que alguns minutos atrás havia me enviado uma mensagem dizendo que já havia chegado. Awesome.
Logo a achei e ela estava, bem, com o Cameron. Ook... Ele deveria ter ido deixar ela no navio e tal, nada a se preocupar, right Bea?
Fui falar com os dois com meu bom humor matinal de sempre:

-Hey pessoas. Que fazes aqui Cam?- Falei meio séria e sarcástica com um olhar intimidador ao Cam, com uma de minhas sobrancelhas arqueadas.
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Holly Pratt
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MensagemAssunto: Re: First Impressions....[rp aberto]   Ter Jul 21, 2009 10:19 am

Primeiro de setembro*, indo para a escola, esperando no cais.
Parte I.
A caminho da forca.

Eu acordei mais cedo do que desejava. Acredite, quando se está de férias, mesmo que seja o último dia delas, se você acordar às três da tarde acha que está cedo. Contudo, esse era o último dia de férias mais estranho que eu já tivera. Acordar, terminar de arrumar as malas, deslizar para o banco do Cadillac último-modelo de papai, pegar um barco e ir até o Stratford.

Não me entenda mal, mas não estava preparada psicologicamente para isso. O que me consolava – um pouco, sabe como é – é que Bea ia comigo, assim como Cam. Então, depois de acordar me sentindo a caminho da execução, diário, eu terminei de arrumar minhas malas. Nunca fui boa em fazer isso; sempre botava mais roupas do que o necessário, e aí me lembre que eu não iria ficar exatamente um fim de semana fora, e sim um ano.

It doesn’t get any weirder.

Depois de terminar a arrumação, tomei meu último banho em casa, sentindo-me totalmente nostálgica, o que me deixou um pouquinho mal. Não foi difícil admitir que eu morreria de saudade de cada centímetro de casa, assim como meus pais, mas eu sabia que tinha que crescer e aceitar isso como uma adulta, quisesse eu ou não.

Assim que saí do chuveiro, meu celular piou o toque de Bea e eu corri até ele, quase derrubando minha escrivaninha e a mim mesma. Ela queria saber se eu já estava pronta, com uma voz que parecia ter ouvido que seu cachorrinho acabou de morrer. Fiquei com pena da minha amiga. Se já seria difícil para eu ir para o internato, fiquei imaginando o quão difícil seria para ela, que, assim como os ciganos, não conseguem ficar entre quatro paredes.

Suspirei e prometi a ela uma surpresa. Ela soltou uma exclamação muda e eu ri. Garanti que ela gostaria da surpresa e desliguei, trocando de roupa. Vesti meus jeans mais confortáveis, assim como uma camiseta de banda que fora de Cam mas eu reformara. Meus All-Stars azuis cor-de-mar combinavam com minha bagagem de mão. Meu cabelo estava preso no alto, com um rabo de cavalo, para eu aspirar o tanto de ar inglês quanto me fosse possível no caminho até o porto sem bagunçá-los, onde encontraria Cam.

Por sinal, essa era a surpresa para Bea. Cameron ia conosco, para o Stratford, assim como o melhor amigo dele, Ben. Bea nos mataria se nós tivéssemos contado a ela que Benjamin ia, e achamos melhor fazer uma “surpresa”, que seria bem desagradável para minha amiga.

Então, depois de algum tempo no carro de papai, com ele próprio dirigindo – o que me impressionou, porque eu sempre achei que papai nem tinha carteira de motorista, e se tivesse ele já tinha esquecido como guiar um carro, de tanto tempo que passou no banco traseiro – chegamos ao porto. Eu, claro, dei uma chorada básica e prometi a mamãe que ligaria quando chegasse lá.

Andei a esmo pela marina até achar o navio do internato e instalei meu número absurdo de malas no bagageiro – o que é parte verdade, já que eu entreguei para um dos moços que trabalhava no navio e foi ele que guardou minhas malas, não eu – e saí a cata de minha amiga/meu namorado. Achei Cam primeiro, e dei um abraço de urso nele, que riu.

Depois de quinze minutos de conversa cofbeijoscof, Beatricce ainda não tinha chegado e estava me preocupando. Mandei uma mensagem para ela, e pouco tempo depois ela me achou.

Acenei e sorri para ela, mas ela estava com aquela expressão de “WTF?” estampada no rosto. Puxei o ar para dentro e esperei ela se aproximar. Hora da surpresa! *-*

- Hey, pessoas – ela disse, o timbre de voz um tanto desconfiado. Eu a abracei forte, e, quando a soltei, ela prosseguiu. – Que fazes aqui, Cam?

Eu pigarreei, olhando para minha amiga com um sorriso imbecil no rosto. A sobrancelha dela, que já estava arqueada, elevou-se mais um pouco e eu troquei olhares com meu namorado.

- Essa é a surpresa, B.! Cam vai conosco, não é ótimo? – anunciei, abraçando o braço de Cam.

Pelamordeus, Bea, não exploda/me mate. Por favor, por favor, por favor.



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Beatricce del Vecchio
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MensagemAssunto: Re: First Impressions....[rp aberto]   Ter Jul 21, 2009 8:56 pm

Enquanto eu esperava pela resposta de Cam, fazia um silêncio mortal dentro do barco, e tudo o que se podia ouvir era o som da maré, e das gaivotas voando alto...

- Essa é a surpresa, B.! Cam vai conosco, não é ótimo?

Aí uma gaivota caiu no mar... provavelmente morta.
Minha sobrancelha se arqueou e eu fiquei por alguns segundos quieta.
Puxei meu ar depois de algum tempo, voltando a respirar, e fazendo uma cara serena.

-É... super awesome.-E dei um sorriso falso.
-Bem, pelo menos é o Cam, e não o demônio dos infernos filhote da Cruela Cruel.-Falei pensativa, dando as costas. -Come on, vamos conhecer o local.-Disse chamando-os e indo andando pelo barco, com a brisa do mar embaraçando meus cabelos soltos.

Ok, tá que o Cam ia com a gente, ele não era ruim. Contanto que eu não ficasse a ver os dois de beijinhos e frases totalmente homossexuais que me dão vontade de vomitar, ia tudo ficar suuuper bem, né?
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Henry Donnely
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MensagemAssunto: Re: First Impressions....[rp aberto]   Qui Jul 23, 2009 1:53 am

Ela se levantou, ainda olhando para o meu bilhete. Aquilo fez com que eu me sentisse desconfortável, o que desencadeou uma expressão facial ainda mais fechada. Só que a garota nem chegou a me olhar. Ainda lia o pequeno pedaço de papel. Eu controlei a vontade de puxá-lo à força da mão dela e, para ter certeza de que minhas mãos ficariam no lugar certo e não fossem em direção às dela, cruzei os braços com força.

Após algum tempo que para mim pareceu longo demais, ela levantou o olhar em minha direção. Eu não esperava por isso, não mesmo. Ela era simplesmente linda. Como havia mantido a cabeça abaixada o tempo todo, e por ela ser bem mais baixa que eu, até aquele momento eu não tinha conseguido ver seu rosto. E, agora que vi, eu quase deixei de lado a minha indignação por ela ter lido, mesmo que parcialmente, algo tão pessoal. Quase.

- Ahn...acho que isso é seu... - ela disse, ao mesmo tempo em que me devolvia o papel.

Eu o puxei com força. Muito mais força do que o necessário. Talvez fosse um pouco de nervoso, pois aquele rosto angelical provavelmente me deixou meio desequilibrado. Por outro lado, acho que a parte em que eu me lembrei como o bilhete era pessoal aflorou, naquele momento. Por um segundo eu me esqueci de como sua beleza havia dissipado minha indignação, pouco tempo atrás.

- Ei, devagar! Um corte de papel dói muito! - falou, olhando-me um pouco irritada.

Eu franzi a testa, diante da irritação dela. Afinal, quem deveria estar irritado com a situação não era eu? Depois de correr quase uma maratona – menos, Henry. Muito menos – e ver uma desconhecida ler um bilhete que eu escrevi para o meu pai falecido, ela é que fica irritada porque eu puxei o papel com força demais? Poupe-me!

- Você sobrevive. – garanti, num tom nada ameno.

Mas foi só olhar nos olhos dela de novo que tudo que me compelia a não ser educado desaparecia. Eu logo percebi o meu erro. Só esperava que ela me perdoasse...

- Quero dizer... – inspirei fundo, antes de continuar – Eu sinto muito. De verdade... Acho que a gente não começou bem, não é? – fiz uma pausa, mas não esperei sua resposta – Posso tentar de novo? Eu sou Henry... – estendi a mão para ela.

Quase disse meu sobrenome, mas por algum motivo que me foge no momento, preferi não fazê-lo. É como se eu tivesse quase que... Uma certa vergonha, por estar naquela família, após a morte de meu pai. Os que sobraram não pareciam ser dignos do sobrenome Donnely. De qualquer forma, tenho certeza que seria questão de dias até que ela descobrisse quem eu era.
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MensagemAssunto: Re: First Impressions....[rp aberto]   Qua Jul 29, 2009 3:29 pm

Era tão esquisito... A claridade do dia penetrava a janela e forçava meus olhos a se abrirem. Eu já estava acordado a algum tempo, mas insistia em ficar na cama. Meu pensamento não passava do 'É tão esquisito...'. Eu não conseguia me imaginar indo morar num internato, pra ser sincero, muito pelo contrário. Eu só me imaginava realmente saindo de casa quando estivesse me dando bem, sabe? Trabalhando, casado com Holly e não muito longe dos meus pais. Falando em Holly... O que será que ela está fazendo? Será que já acordou?

Me levantei ainda meio sonolento, procurei meu celular - maldito celular, eu sempre o perdia - mas quando peguei e vi que estava bizarramente mais cedo do que eu pretendia acordar, desisti de ligar pra Holly. Ela não devia estar num dia muito bom ou então poderia nem ter acordado, e, eu não queria servir de despertador pra minha namorada. Deitei na cama novamente, colocando o travesseiro por cima da cabeça tentando recuperar meu sono de onde havia parado. FAIL. Me entra no quarto minha mãe mais meu pai, tentando fazer o mínimo barulho possível (FAIL) e começam a xeretar por entre minhas coisas. Tirei o travesseiro que tampava meu rosto e suspirei, perguntando o que queriam e porquê estavam de pé tão cedo. Minha mãe assustadoramente começara a chorar e se jogou na cama me abraçando. Meu pai balançou a cabeça negativamente e sentou ao meu lado falando que ela ainda não tinha aceitado a ideia de eu sair de casa. QUE DRAMA. Mãe, é só um ano... Não era um ano exatamente, mas essas foram as palavras que conseguiram sair. Eu também estava sentindo falta deles mesmo antes de sair de casa, mas o quê eu faria? Se eu me colocasse em situação de desespero feito minha mãe não ajudaria em absolutamente nada.

Esperei os animos de todos acalmarem e me levantei, caminhando direto ao chuveiro, deixando minha mãe fuçando minhas coisas a procura de fotos minhas que ela poderia guardar. Humpf, minha mãe é tão... boba? Que seja. Evitei o máximo possível de pensar sobre minha ida enquanto estava no banho. Pelo contrário, pensei no que eu faria lá. Conheceria muita gente, não precisava obedecer tanto as regras dos meus pais e... Holly! Ela ficaria comigo o dia inteiro! Quer algo melhor?

Me apressei em sair de casa. Me despedi de minha mãe - isso foi, de fato, o que me tomou mais tempo -, que culpava Holly de me tirar de casa. Eu odiava isso, Holly não era culpada de nada. Minha mãe tinha uma implicancia chata para com minha namorada e isso me irritava. Prometi mandar uma carta por dia e bla bla bla, me despedi da empregada e do meu cachorro. Meu pai resolveu me levar, então não precisei me preocupar em me despedir dele naquele momento. Durante todo caminho ele foi me passando certos avisos que, cara, eu não queria ouvir. Estava mais preocupado em analisar se eu havia esquecido algo. Meu pai simplesmente NÃO CANSAVA de me dar avisos. Até quando chegamos, mesmo ele percebendo que eu estava mais preocupado em procurar Holly no meio de toda aquela gente. Mais drama, mais regras, bla bla bla, ele se foi. Coloquei minha mochila e minhas malas pra dentro do navio e não demorei muito a achar Holly, que parecia preocupada sobre Bea. Ela pulou em mim e me apertou, parecia uma criança e eu adorava isso. Ficamos 'juntos' por algum tempo até que Bea apareceu no meio do pessoal. Ela me deu um... olhar... meio... fuzilante?

- Hey, pessoas. Que fazes aqui, Cam? - antes que eu pudesse me explicar, Holly fez isso por mim.
- Essa é a surpresa, B.! Cam vai conosco, não é ótimo? - ela apertou meu braço e eu dei um sorriso amarelo. Eu sabia que Bea não ia gostar nada daquilo. E olha que nem tinhamos falado de Ben ainda...
- É... super awesome. - senti um ar de desapontamento em sua voz e resolvi me meter.

- Erm... Bom... - Bea estava nervosa e nem tinhamos entrado no navio ainda, precisava medir bem minhas palavras se não poderia fazer a garotinha se irritar. E Bea irritada não era lá a melhor coisa possível que se espera antes de uma viagem de navio.- Bea... Acho ótimo que esteja indo pra fazer compania pra Holly... Como vocês acham que vai ser o lugar? - sorri pra Bea afim de ganhar algo recíproco, apertando Holly em meus braços. Se Bea resolvesse pular no meu pescoço pra me matar, Holly me defenderia. Espero.
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MensagemAssunto: Re: First Impressions....[rp aberto]   Dom Ago 02, 2009 12:28 am

Enquanto eu andava calmamente pelo barco, Cam resolveu parar de se esconder atrás de Holly e vir falar comigo:

- Erm... Bom... Bea... Acho ótimo que esteja indo pra fazer compania pra Holly... Como vocês acham que vai ser o lugar?

Parei, e o encarei com uma sobrancelha erguida:

-Claro que irei fazer companhia a Holly, ela é minha melhor amiga! É isso que amigos fazem, diabos.- Revirei meus olhos. Ok, eu TALVEZ não precisasse ser tão grossa com o Cam, talvez. Resolvi dar uma chance ao garoto, que pelo amor de deus, estava pra correr de medo. -Mas hmm, bem, vamos para um internato, não é a idéia de um local muito divertido, sabe? Mas não sei, quem sabe ele não surpreende e tal.-Ok, eu fui simpática, viu?

Eu tentei pelo menos, pff...
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Olivia Wilde
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MensagemAssunto: Re: First Impressions....[rp aberto]   Ter Ago 04, 2009 6:36 pm

Ah é, eu tinha que arrumar confusão no meu primeiro dia no Instituto. E olhe que não estávamos no instituto ainda, pode uma coisa dessas? Parece que eu tenho um sangue para confusões, mas o fato é que aquela confusão era bem bonita, vamos combinar, é?

- Você sobrevive

Ok, bonita e grossa.

O fato é que tinha alguma coisa diferente nele, na verdade, e, após meu olhar de irritação passar, o próximo passou foi ficar curiosa sobre o que tinha naquele papel, por mais que não fosse da minha conta. Aquilo deveria ser um carta de amor para uma namorada, talvez! Ou uma carta do presídio, já que ele poderia ser um condenado em sursis, ou....ou eu estava assistindo a C.S.I um pouco demais para meu gosto.

Quero dizer... - ele respirou fundo, como se fosse se desculpar – Eu sinto muito. De verdade... Acho que a gente não começou bem, não é? – eu meio que fiquei impressionada com a sua desclulpas, certamente não fui mais educada que ele – Posso tentar de novo? Eu sou Henry..- ele estendeu sua mão para mim, e, polidamente, fiz o mesmo gesto. Olhei em seus olhos, e havia alguma coisa neles que estava se comportando diferente. Ele tinha alguma coisa que eu não sabia o que era, como se guardasse uma amargura.

Balancei minha cabeça, lembrando que havia ficado um tempo parada em minhas suposições e não havia falado meu nome. Isso Olivia!!. - Oh, Wilde, Olivia Wilde- disse, enquanto meu sotaque irlândes não passava despercebido. Era incrível como eu conseguia ser absorvida por meus devaneios,e ficar totalmente alheia ao que estava acontecendo ao meu redor. E certas horas eu odiava isso. Mas a minha curiosidade por aquele estranho-agora-não-tão-estranho havia voltado.

- Err...você- eu não ia dizer ''você vem sempre aqui'', tenha dó-- Você esta empolagado para começar o ano letivo?- me esmurrei mentalmente. Uma conversa sobre o clima cairia bem melhor. Nessa hora o vento assoviou mais, e eu me encolhi por causa do frio.
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Holly Pratt
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MensagemAssunto: Re: First Impressions....[rp aberto]   Qui Ago 06, 2009 12:29 am

Primeiro de setembro, indo para a escola, dentro do navio.
Parte II.
Conversas (quase) amigaveis.


As coisas foram um pouco melhores do que eu imaginava. Quero dizer, Bea não voou no pescoço de Cam e o deu de comer às gaivotas, como eu pensara. Mas a cara que ela armou não foi nem um pouco amistosa, tough.

Depois de um comentário carregado de sarcasmo depois do anúncio de que não – meu namorado não ficaria em Londres, Beatricce soltou seus elogios costumeiros sobre Benjamin. Devo admitir que, mesmo odiando eles dois se odiarem, eu gargalhei quando as palavras “filhote de Cruela Cruel” foram ditas por minha amiga.

Contudo, eu soube que não acabaria bem quando Cameron falou com ela; Bea não exatamente gostava de Cam; acho que era mais certo dizer que ela o suportava, porque eu estava irradiando felicidade quando estava com ele, sabe como é.

- Claro que irei fazer companhia a Holly, ela é minha melhor amiga! É isso que amigos fazem, diabos – foi o que ela disse quando Cam comentou que achava ótimo ela estar indo também. Eu rolei os olhos e lancei um olhar de desculpas a Cameron, que parecia desconcertado.

- Bea, não seja assim – eu a repreendi baixinho, deixando escapar um sorriso.

Ela expôs sua teoria de que colégios internos são do cão (mas ela não usou essas palavras; eu conhecia Beatricce del Vecchio o suficiente para poder dizer quando ela forçava alguma coisa – ser simpática, naquele instante), e eu ri novamente. Bea era tão divertida... Mesmo com o gênio difícil, eu não consigo viver sem ela; é como se ela fosse uma parte essencial de mim, como o coração. Por isso que implorei a ela para vir comigo até a Irlanda e me impedir de cometer suicídio. Convenci Cam por mais ou menos a mesma razão, e também pelo fato que eu queria ficar de olho nele.

Melhor prevenir do que remediar, é o que a governanta lá de casa sempre diz.

- Ah, eu vi algumas fotos do lugar – comentei, enquanto andávamos a esmo pelo grande navio. – Parece ser legal. Quer dizer, é um castelo, e tem grandes jardins, assim como uma biblioteca imeeensa – fiz eu, sorrindo estupidamente e sentindo meus olhos brilharem.

Ar puro e livros. Até que o Stratford poderia ser melhor do que eu esperava.
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Cameron Wittacker
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MensagemAssunto: Re: First Impressions....[rp aberto]   Qui Ago 06, 2009 6:10 pm

Alguém devia dar uma lição na Bea... Mas não digo uma lição de porrada não. Digo uma lição de... hm, deixa pra lá, hehe. Acho que eu devo me controlar, antes que acabe deixando escapar algo que estrague a "surpresa". Ben poderia estar aqui agora, ele se encarregaria de dar a ela a lição que eu disse. Bom, não exatamente, né. Era capaz dos dois estarem brigando. Por falar em Ben, Bea tinha acabado de me dar um "fora" daqueles; ela parecia ter ficado meio brava com a ideia de eu estar lá. Holly como sempre só se desculpou - ainda que não verbalmente - pela amiga. Eu entendia bem os olhares de Holly, era sempre assim; Bea acordava com o pé esquerdo 90% dos dias, dando cortadas em Deus e o mundo e Holly era obrigada a se desculpar por ela. Eu particularmente não concordava com essa atitude, já que Holly era o oposto. Ela acordava sempre zen, tirando claro aqueles dias que toda fêmea acorda com vontade de matar. Mas eu perdôo ela ainda assim.

Bea deu aquele fora costumeiro mas resolveu... me responder? Hein?

-... Mas hmm, bem, vamos para um internato, não é a idéia de um local muito divertido, sabe? Mas não sei, quem sabe ele não surpreende e tal. - Ahn, Holly? Ela tá sendo simpática comigo Holly! Manda ela parar que isso me assusta! O que há de errado aqui!?
- Bea, não seja assim...- Holly se referiu a ironia anterior dando um sorriso bobo. Era sempre assim, Bea aprontava e Holly nunca conseguia falar sério com ela, sempre a repreendia e dava seguimento com um sorriso. Mas que seja, por mim tudo bem. Era questão de tempo até Bea se acostumar que eu iria ficar ali, com ela querendo me morder ou não. - Ah, eu vi algumas fotos do lugar – continuou minha namorada, enquanto acompanhava os passos de Bea pelo navio. – Parece ser legal. Quer dizer, é um castelo, e tem grandes jardins, assim como uma biblioteca imeeensa! - os olhos de Holly até brilhavam; ela estava linda. E quanto a mim, ver ela naquela situação me deixava contente, até porque eu só estaria bem se ela também estivesse.

- Hm, entendi. Pra ser sincero eu também não sei o quê esperar de lá, até porque eu não vi fotos nem nada... Mas acho que tenho tudo que preciso pra sobreviver lá, né? - Sorri e dei um beijo em Holly. Na mesma hora senti o pé de Bea bater mais forte enquanto andava pelo barco procurando sabe-se lá o quê. Me sentia seguindo um soldado agora. - Será que vai demorar muito? Não gosto de viagens muito longas... - Olhei pro céu limpo e falei mais pra mim mesmo do que pras duas, tentando quebrar o clima. Na verdade, eu rezava pra Bea não ter ouvido, porque eu mesmo não sabia porquê ainda tentava puxar conversa com ela, já que a mesma sempre me respondia com tom de 'É? Dane-se. Agora cala a boca.'. Acho que era mais pela Holly que eu ainda me arriscava às cortadas da Bea, afinal ela era melhor amiga da minha namorada e eu tinha que fazer um esforço pra gostar. Pelo menos é o que eu acho.

Eu podia imaginar quando Ben chegasse. Imaginava Bea com os olhos vermelhos brilhantes, sedenta por sangue do Ben e os dentes caninos crescendo, com uma veia saltitando no seu pescoço de raiva. "Alguém tem uma vacina contra raiva aí?" hehe, soltei uma leve e discreta risada com meus próprios pensamentos. Acho que preciso parar de ver filmes de terror ou jogar Resident Evil. Aliás, espero que lá tenha video-game ou eu possa instalar o meu. Se não quem vai ficar bravo sou eu, já que com a estressada lá, eu não vou poder ficar sempre do lado de Holly igual eu imaginava, terei que me vigiar pra não melar muito na frente dela, então eu quero pelo menos algo pra me distrair, qual é!? Com Bea lá pouco a pouco meus planos de ficar junto de Holly o dia inteiro iam se desmanchando...
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Henry Donnely
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MensagemAssunto: Re: First Impressions....[rp aberto]   Sex Ago 07, 2009 9:19 pm

A moça balançou a cabeça, como se concordasse com o fato de que não tínhamos começado muito bem. Ela ficou um tempo calada, e eu imaginei se ela estaria cogitando a hipótese de apenas me ignorar. Seria perfeitamente compreensível, considerando a falta de educação de minha parte para com ela, há pouco. Se bem que... Ela também não tinha sido o exemplo de educação em pessoa, ao ler meu bilhete sem ao menos se envergonhar por isso.

- Oh, Wilde, Olivia Wilde - ela disse, para minha surpresa.

Olivia tinha um forte sotaque irlandês, certamente mais forte do que o meu. Talvez o meu tinha sido um pouco "dissolvido", com tantas viagens para o exterior... Não que isso tivesse muita importância para mim. É só que... Eu achava charmoso, aquele sotaque do meu povo. Sei que muita gente não daria crédito à minha opinião por ser um pouco "parcial", já que eu nasci em Dublin, mas a Irlanda estava mesmo cheia de pessoas que tentavam mudar seus sotaques, para parecer um pouco "menos caipira". Eu, certamente não era uma dessas pessoas. A senhorita Wilde, pelo jeito, também não.

- Err...você - abaixei o olhar para encará-la nos olhos, e abri um meio sorriso, como se a incentivasse a falar - Você está empolgado para começar o ano letivo?

Eu quase ri da pergunta dela. Quero dizer... Se ela perguntasse para a maioria dos outros estudantes, eles diriam que sim, é claro, com toda aquela coisa de novas aventuras, e tudo mais. Se ela perguntasse para outra parcela boa dos alunos, eles diriam que estavam é preocupados com o fato de estarem indo para uma "escola-prisão". Mas no meu caso, bem com no caso uma minoria absoluta dos estudantes (grande parte deles pondendo ser definidos pela palavra blasé), diria que não.

Aliás... Seria isso grosso da minha parte, dizer simplesmente que não, certo? Bom, por via das dúvidas, preferi desviar um pouco da pergunta, e dizer algo mais politicamente correto.

- Acho que esse ano letivo não vai ser tão diferente assim, dos outros... - dei de ombros - Quero dizer... Eu não sou exatamente "novo" por aqui, sabe? Então acho que já sei o que esperar... - sorri para ela, levemente.

Notando que Olivia se encolhia por conta do frio, tirei meu paletó e coloquei-o nos ombros dela. Eu vim preparado, é claro. Já sabia o vento gelado que iria enfrentar. Afinal, eu via aquele clima se repetir ano após ano durante um bom tempo... Além do paletó, eu usava um grosso sweater, capaz de quebrar o vento frio de uma manhã irlandesa. Não senti muito a falta da peça de roupa que entreguei à moça.

- Acho que isso deve te aquecer um pouquinho... - pisquei um olho.

Eu não sabia exatamente que tipo de mulher Olivia era, e não tinha certeza se ela iria ou não devolver meu paletó naquele momento mas não quis correr o risco, e antes que ela tivesse a chance de negar a "gentileza", perguntei-lhe de volta:

- E você? Empolgada?
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MensagemAssunto: Re: First Impressions....[rp aberto]   Sab Ago 08, 2009 1:42 pm

- Bea, não seja assim.- Disse Holly como sempre tentando controlar meu lado menos gentil. Ai Holly, era algo incrível como pessoas to super diferentes poderiam ser melhores amigas, mesmo, mas que se fazer, não?

Enquanto andávamos pelo local, a brisa fresca em meus cabelos, Holly começou a falar sobre as descobertas que havia feito pelo site do instituto:
- Ah, eu vi algumas fotos do lugar. Parece ser legal. Quer dizer, é um castelo, e tem grandes jardins, assim como uma biblioteca imeeensa.

Eu iria falar algo, mas logo Cam começou a falar, pff, ele merecia só uma patada por ter me cortado! Certo que eu não tinha falado nada ainda, mas mesmo assim.

- Hm, entendi. Pra ser sincero eu também não sei o quê esperar de lá, até porque eu não vi fotos nem nada... Mas acho que tenho tudo que preciso pra sobreviver lá, né?

Ok, cena 100% homossexual, vômito, nojo, ew.
Odeio romance, odeio romance, é TÃO gay!
Ew.
Vou precisar de um banho de 1h ao chegar no instituto só pra me livrar disso.

-Será que vai demorar muito? Não gosto de viagens muito longas...

Subitamente eu parei, virei-me em direção ao Cam, e dei meu olhar muito gentil com uma sobrancelha erguida.

-É uma viagem de barco, não é como se você estivesse indo a pé! Pelo amor de deus, você tem a resistência de um feto.-Rolei meus olhos, vire-me para frente de novo e continuei andando.
-Além do mais, não deve demorar muito, a ilha não deve ser no fim do mundo, e logo o barco desancora e estaremos a caminho e chegaremos rápido lá. Você não irá nem perceber a viagem, princess.
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MensagemAssunto: Re: First Impressions....[rp aberto]   Hoje à(s) 7:20 pm

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First Impressions....[rp aberto]
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